A Fantástica História da Raça Rubro-Negra Destaque

Escrito pelo Fábio Justino Qua, 30 de Março de 2011 04:10
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Corria o ano de 1977, enquanto as rádios tocavam: Amigo (Roberto Carlos), Tonight’s The Night (Rod Stewart) e Flor de Lis (Djavan), os jornais noticiavam as pesquisas da Volkswagem do Brasil com o carro a alcool, o mandato presidencial era ampliado de 05 para 06 anos e Niki Lauda sagrava-se bicampeão mundial de Fórmula 1. Enquanto isso no futebol acontecia um Campeonato Brasileiro com 62 clubes, dividido em 6 grupos. Neste mesmo ano, o FLAMENGO vencia tão somente o Troféu Antonio Valmir Campelo Bezerra, em Brasília (DF) com uma vitória sobre o Gama por 2x1.

Apesar dos excelentes números, neste período, o RUBRO NEGRO não conquistara nada de extraordinário, foram disputados 71 jogos, com 45 vitórias, 18 empates e apenas 08 derrotas. Dentro de campo não havia algo digno de destaque, entretanto nas arquibancadas havia um misto de mistério e suspense. Desde o empate com o Bahia (em Salvador) ocorrido em novembro do ano anterior, o clima na Torcida Flamor estava diferente, alguns de seus membros mais influentes, haviam se desligado da agremiação após um desentendimento, entre eles Cláudio Cruz e seu irmão César Lúcio. Em um período aproximado de 06 meses após o afastamento de ambos, uma onda de propaganda que envolvia desde cartazes espalhados pelo Maracanã até anúncio em rádio e pequenas notas nos jornais da época, anunciavam que estava prestes a surgir O MAIOR MOVIMENTO DE TORCIDAS DO BRASIL.

Todos se perguntavam: O que seria isso? Quem estava por trás de tudo? Seria mesmo um movimento consistente ou mais uma dentre as dezenas de torcidas que surgiam e desapareciam algumas rodadas após sua fundação? Não restava outra alternativa, a não ser aguardar o tão esperado dia 24 de abril de 1977. O cenário era perfeito, um clássico contra o grande rival seria 'pano de fundo' para este momento tão memorável. Os ponteiros pareciam travados e os relógios davam a sensação de aderir a algum protesto que os impedia de 'trabalhar', mas não houve jeito, amanhecia no Rio de Janeiro o dia 24 de abril, o dia destinado ao encontro do MAIOR MOVIMENTO DE TORCIDAS DO BRASIL com a maior platéria do UNIVERSO. O resultado da partida foi adverso, mas naquela tarde, nada seria capaz de frustrar o grande plano, a grande sacada, a revolução que as arquibancadas do Brasil e do mundo passaram a conhecer como RAÇA RUBRO NEGRA - O MAIOR MOVIMENTO DE TORCIDAS DO BRASIL.

Aqueles que julgaram o movimento como simplesmente mais um grupo de torcedores, foram obrigados a tirar o chapéu. Nascia ali no MAIOR ESTÁDIO DO MUNDO, o MOVIMENTO que converteria a sensação de assistir um espetáculo, na importância de participar ativamente do próprio. Aquele grupo de jovens cheios de amor, paixão e ideologia dariam o toque de Midas que as arquibancadas desconheciam e as torcidas necessitavam. Até então os torcedores orgulhavam-se em ser tratados respeitosamente como o decimo segundo jogador, porém essa alcunha definia o camisa 12 como aquele atleta que sentava no banco de reservas e entrava apenas quando solicitado.

Com a RAÇA RUBRO NEGRA era diferente, os jogadores chegavam no gramado do Maracanã e as camisas vermelhas já estavam lá, enquanto os atletas se aqueciam, a RAÇA já estava a plenos pulmões com seus cânticos ritmados e ricos em mensagens de apoio e incentivo. Ou seja, o 12 jogador acabava de assumir a responsabilidade de ser o jogador principal, aquele componente que sua ausência seria lamentada pelo FLAMENGO e comemorada pelos rivais. Mas isso era impossível, a torcida que acolheu e viu nascer a maior geração de jogadores na história do futebol mundial, jamais deixou o clube sozinho. Onde o FLAMENGO ousou desfraldar seu manto sagrado, lá estava a bandeira da RAÇA RUBRO NEGRA, fazendo, criando e contando histórias. Seja no Japão, no Iraque, em todos os países da América do Sul e nos Estados Unidos, França, Inglaterra, Espanha e tantas outras nações.

A RAÇA RUBRO NEGRA transformou o 'frio' ato de torcer em uma questão de sobrevivência, torcer pelo FLAMENGO deixava de ser opcional e transformava-se na razão de viver daquela geração que não parava de crescer. Sentar na arquibancada e ficar de pé apenas nos ataques mais perigosos, fazia parte do passado. Aquele grupo começava a ditar conceitos e revolucionar seu espaço, assistia aos 90 minutos de pé e o apoio limitado transformava-se em ininterrupto. As loucuras que esse MOVIMENTO fazia pelo FLAMENGO, deixavam de ser apenas na esfera da postura e começava a ultrapassar limites até então inimagináveis. Uma dessas demonstrações de amor e entrega, foi a compra de uma produção inteira da fábrica do Papel Higiênico Carioca, marca muito conhecida na época. Diversas carretas contendo milhares de rolos deste papel, deram vida a maior 'chuva'que o Maracanã conheceu. O espetáculo visual chamou a atenção de todos e emocionou outros tantos que se abraçavam comemorando o feito como se um gol de placa fosse.

Ninguém mais ousava duvidar, o grupo de jovens transformara-se mesmo em um movimento, não em um ajuntamento qualquer, mas sim no MAIOR MOVIMENTO DE TORCIDAS DO BRASIL. Aqueles que deixaram de apenas assistir aos jogos e 'sentar no banco de reservas', para apoiar, incentivar, entrar em campo e em diversas oportunidades virar jogos memoráveis e vencer decisões quase impossíveis. Como fizeram em 1983 (diante do Santos), nos jogos finais que decidiram o Campeão Brasileiro daquele ano. O FLAMENGO havia perdido o 1 jogo no Morumbi por 2x1 e na partida de volta (no Maracanã) somente uma vitória tornaria o RUBRO NEGRO TriCampeão do Brasil. O time da Baixada Santista chegara com méritos aquela final, era o prenúncio de um jogo dificílimo, mas os INCANSÁVEIS integrantes da RAÇA RUBRO NEGRA trataram de entrar em cena. Através de uma enorme coincidência, descobriram que o elenco do Santos havia anunciado a hospedagem em um hotel no Rio de Janeiro e na verdade estariam em outro.Ciente dessas informações, convocaram grande parte de seus integrantes, reuniram-se de madrugada na porta do hotel e iniciaram uma queima de fogos até então jamais presenciada. Não eram raras as vezes em que atletas santistas apareciam na sacada demonstrando desespero e confirmando que o plano havia dado certo, eles não estavam conseguindo dormir. O barulho era realmente ensurdecedor e só cesssara quando o dia já ameaçava raiar, dali mesmo os integrantes da RAÇA RUBRO NEGRA foram direto para o Maracanã preparar a festa que aconteceria nas arquibancadas. Atitudes como essa eram completamente movidas pela paixão e não comprometiam a integridade física de ninguém. Nessa intensa queima de fogos, a única coisa que ficou comprometida, foi o sono dos jogadores do Santos, que durante a partida demonstraram o efeito da 'insônia' com imenso descontrole agravado por 3 gols aplicados sem dó pelo esquadrão RUBRO NEGRO liderado por Zico.

No final das contas o FLAMENGO conquistara o BRASIL pela 3 vez e a RAÇA RUBRO NEGRA provava e compravava que havia nascido para entrar em campo e virar jogos difíceis como fez e faz com imensa maestria até os dias atuais, acompanhando o FLAMENGO onde quer que ele jogue. Demonstrando com RAÇA, AMOR E PAIXÃO a verdadeira sinergia resultante da fusão TIME e TORCIDA. Honrando e exercitando a temida pressão até hoje citada e vivida por todos aqueles adversários que possuem a terrível (e quase impossível) missão de derrotar o FLAMENGO em um estádio lotado diante da sua empolgante e apaixonante torcida, diante de seus seguidores e diante da inigualável e jamais imitada RAÇA RUBRO NEGRA - O MAIOR MOVIMENTO DE TORCIDAS DO BRASIL.

Última modificação em Sáb, 02 de Abril de 2011 17:03
Fábio Justino

Fábio Justino

É carioca, profissional de Logística, estudante de Administração e absurdamente Flamengo. O pai da Rafaela e marido da Raquel é um apaixonado pela história rubro-negra. Ainda se surpreende com a MAIOR TORCIDA DO UNIVERSO e cada vez no Maracanã é como se fosse a primeira.

"Se o MARACANÃ é mesmo um gigante, seu pulmão tem nome: RAÇA RUBRO NEGRA"

Website: www.magiarubronegra.com.br/ E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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  • Link o comentário Yrio Ricardo de Souza Lemos Sex, 11 de Novembro de 2011 04:45 postado por Yrio Ricardo de Souza Lemos

    Eu acho raça incrivel .Ai galera da raça mando pra voces um jingle que pode ser sucesso na raça, mais ou menos assim!!

    Mengo!,mengo!!,mengo!mengo!!
    ser torcedor é meu destino!
    ser torcedor foi Deus quem quis!
    ser rubro negro é minha sina!
    ser rubro negro é ser feliz
    a minha casa é o maraca
    meu templo de adoraçao
    manto sagrago é minha camisa
    sangue, suor eu sou paixao!!
    eu sou mengo!,mengo!, mengo!

    É estilo o grito normal de mengo!,mengo!!se voces catarem vai ser outro hit de sucesso!!

    um abraçao naça rubro negra, um abraçao raça rubro negra!!

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